08 março 2010

Jesus não é levado a sério


Por que as pessoas não levam Jesus a sério? Uma boa pergunta. É certo que há quem o leve a sério, quem tenha Jesus como uma referência decisiva para sua vida. Há quem assumiu Jesus como ideal de vida, como um exemplo para sua existência, como modelo. E até como alguém a quem se deve a própria vida e o próprio futuro. Mas, é possível que muitas pessoas que conhecemos não levem Jesus tão a sério.

É verdade que todo mundo gosta de Jesus. É difícil encontrar alguém que admita que não lhe dá importância. Mas, tomá-lo como referência para a própria vida, assumi-lo como um amigo de todas as horas, manter com ele uma relação de íntima amizade,... isso é, infelizmente, para poucos. Todo mundo gosta de Jesus, mas poucos o levam a sério.

Mas, Jesus não é qualquer um, que se possa passar sem ele. Ou é? Gandhi é um grande homem, um sujeito admirável, mas se pode passar muito bem sem conhecê-lo, sem querer-lhe bem, sem fazer referência a ele. Tereza de Calcutá é uma figura humana encantadora, maravilhosa, surpreendente. Mas, a gente vive bem mesmo se não a conhecer ou estimar. Che Guevara bem que é querido por muita gente e até exaltado por algumas ideologias. Mas, sem o Che é possível viver bem e pensar o futuro sem ele. Sem Jesus, a coisa é diferente. Ele é fundamental para a pessoa humana se acertar, ele é a pessoa humana acabada. E não é só um exemplo a ser seguido. É também a porta que nos é aberta para a vida. A vida plena e verdadeira que aqui apenas começa. O que vale dizer, sem passar por essa porta, não se chega a lugar algum.

E por que Jesus é tão especial? Porque ele é o ser humano vitorioso. Porque ele superou todos os nossos limites: a tentação do egoísmo que exclui os outros, da relação de dominação que quer submeter a si os semelhantes, da atração da posse das coisas que nos arrasta para o passageiro e efêmero. E porque ele é tão especial?! Porque rompeu com os limites que nossa humanidade criou afastando-nos do Criador e do projeto de plenitude para o qual ele nos criou: ele venceu o pecado. Reconciliou-nos com o Criador, reabriu-nos as portas da casa do Pai. Colocou-nos de novo em amizade com Deus. Fez-nos filhos de Deus, em santa harmonia com ele.

Esse Jesus talvez muita gente não conheça. Provavelmente muita gente nunca se encontrou com esse Jesus salvador. E a quem não se conhece, não se pode amar. Sem amizade, não há intimidade, nem confiança. Por isso, talvez por isso, muita gente não leve Jesus a sério. É que nunca teve um encontro sério com Jesus, é que não o conhece verdadeiramente. Assim não pode amá-lo, nem permitir que sua vida seja marcada por suas palavras, por suas atitudes, por sua presença.

A fé dos cristãos nos leva a uma grande descoberta: esse Jesus, ser humano vitorioso, vencedor do mal e da morte, reconciliador da humanidade com o Criador, é Deus. Participa da mesma divindade do Pai criador e do Espírito santificador. Esse Jesus é Deus com o Pai e o Espírito Santo. Homem verdadeiro, Deus verdadeiro. Deus na nossa humanidade. É assim que nossa amizade com ele, se torna adoração. Nosso amor se faz comunhão com ele. É aí que a gente começa a levá-lo a sério. É assim a vida da gente começa a ser marcada por sua presença, por seu amor.